Ele, com suas mãos comprimindo as mãos dela, contra uma faca que ele comprimia contra o próprio peito, com muita força. O rosto colado a seu rosto, os lábios colados à seus lábios, a chuva açoitando os cabelos que se confundiam entre si, a própria chuva confundindo-se com as lágrimas e outros fluidos:
- mate-me, senhorita.
- eu não vou fazer isso.
- por favor. Eu preciso.
- eu também, mas...
Ele comprime mais ainda.
-por favor, eu lhe imploro. eu quero que vc me mate. eu lhe imploro.
- eu não posso.
- por quê?
- porque eu gosto de vc, ora.
- por isso mesmo! Por isso mesmo quero que vc me mate. Por isso mesmo sei que vc vai me matar. Mate-me, senhorita.
Após minutos de um silêncio inquietante, misturado com uma dor, ao qual já não se sabia se era da faca que pressionara a seu peito, ou se era no coração de ambos, um forte trovejo faz com que a adrenalina em seus corpos aumente e, em um súbito e intenso beijo ela perfura o peito do amado, assim como ele o pedia.
por: d.iferente b.oemio & pri araujO

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