quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Faça o seu final ¨¨


Deixei um pequeno texto aqui, mas não sei como terminá-lo. . Deixe sua imaginação fluir. Termine a nossa história.


Ali estava ela, encostada na parede pintada do Espaço Cultural Renato Russo da 508 Sul, aquela parede que nos faz diferenciar o vandalismo da arte de rua, ela e suas amigas, que mais pareciam guarda-costas,pois não desgrudavam dela.
Eu¿ Estava a observá-la, do outro lado da rua perto da banca de revistas.
Ela trajava um vestido escuro, que deixava a mostra seus delicados ombros a mercê do sol escaldante, uma sapatilha também escura onde dava pra ver a tatuagem de um caule de rosa coberta de espinhos, que vinha desde o meio do pé e subia até o tornozelo, finalizando uma rosa vermelha.
Seus cabelos esvoaçados ao vento, e a inquietude de deixá-los no lugar, me faziam sonhar com eles quietos, grudados no suor de nossos corpos entrelaçados.
A oportunidade que esperava a longos minutos de espera aparecera no instante em q ela me beijava no sonho. As amigas haviam entrado na galeria, deixando-a sozinha e indefesa. Seria o momento certo de me aproximar. Mas o que falar¿ Sobre o que puxar assunto¿
O sinal da faixa de pedestres fechou. O caminho estava livre...

8 comentários:

  1. por um instante, hesitei. Então vi o seu olhar profundo e sua boca convidativa e seus cabelos inspiradores e, como um raio elétrico de excitação, todos os meus nervos se convulsionaram a agiram involuntariamente. Atravessei intrépido a faixa de pedestres.Fui ávidamente em direção à ela, com o olhar fixo. Ela também me olhava fixo com uma cara que não dizia nem sim nem não, o que obviamente só aumentava meus impulsos nervosos. Como nossos olhares formavam um cordão condutor, fui me aproximando mais e mais, até estar a poucos centimetros do seu corpo. Ela não reagiu. Não precisava dizer nada porque os olhos diziam absolutamente tudo. Aproximei-me mais e podia sorver com meus lábios sua respiração ofegante. Não me lembro por quanto tempo ficamos assim, mas pareceu uma eternidade. era como se conversássemos por osmose. Ela realmente não parecia resistir, e tão próximos como estavamos, simplesmente selei seus lábios com o beijo mais selvagem e delicado que já dei.

    ***

    Quando abri os olhos, estava sob as rodas de um caminhão da coca-cola. Ainda estivera sonhando. Havia uma multidão em volta e muito sangue.
    Então eu a vi. Ela estava desesperada. Não sei até que parte o sonho tinha sido real, mas de fato, de alguma forma, havíamos estabelecido contato através dos olhares, antes de o caminhão jogar o peso das centenas de garrafas contra o meu corpo dsitraído. Provavelmente, se eu nao estivesse tão embevecido em seu olhar, teria visto o caminhão se aproximando e buzinando. Seu rosto ainda estava bem perto do meu. Mesmo naquela situação, sentia-me exaltado, uma estranha excitação percorrendo todo o meu corpo. Por um instante tentei beijá-la, mas meu pescoço doía muito.

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  2. Ofereci a ela uma coca-cola.
    Enquanto uma multidão se formava ao meu redor, a bela moça se afastara, o sol já não era mais tão quente, tudo escurecia. Achei que tinha voltado a sonhar, mas já tinha desmaiado.
    Quando acordei, estava em uma cama, se é que podia chamar um mísero e fino colchão de cama. Meu corpo ainda doía, meus braços pareciam uma peneira de tantos furos. Perguntei a enfermeira o que havia acontecido, e após todo o relato lembrei-me do beijo, das garrafas, do cabelo, da bela moça ao qual eu quase perdera a vida.
    ***
    Alguns dias de recuperação pareciam meses longe dela. Longe do beijo talvez não dado, do toque talvez não sentido, da palavra talvez não dita.
    Eu ainda não conseguia distinguir o sonho da realidade.

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  3. No espelho o reflexo do amor oposto, de uma figura desconhecida, uma imagem embaçada de alguém que em mim, faz muito sentido ...
    Eu estava confuso, mas agora eu sei, entendo, que aquele amor, realmente é ele, ou melhor dizendo EU, alguns dias se passaram e este tal amor, viria a desaparecer, quando num instante do meu piscar, um grito no silêncio da alvorada inerde do meu quarto escuro, era ele, o amor de toda minha vida, na verdade não me assustei, pois sabia que poderia confiar neste estranho amor repentino de sabedoria... jogamos xadrez por algun tempo, un dia, una semana, una vida inteira, esa pessoa se tornou minha esperânça, me mostrou a verdade, un sincero carinho, un afeton y depués mi falaba que tinha un muy guesto por mim.
    Meu pensar és cheio de luz,
    tenho paz na raiz,
    e tu me conduz,
    mas que amor é esse me diz
    o que eu faria sem Deus ...

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  4. ***

    Foi no parque, em um daqueles dias ensolarados que vc sai de casa só para tomar um sorvete.
    Meu propósito era esse, mas não foi o que aconteceu.
    A feição daquela moça não apagara da minha mente.
    Enquanto saboreava meu sorvete, observando as folhas das palmeiras inquietas com o vento incessante, avisto ao longe uma rosa a andar por entre as árvores.
    -Sim, é ela_ logo pensei_ A garota dos meus sonhos, a garota por quem me deixei derramar em coca-cola.
    Dessa vez, trajando algo mais, ou melhor, algo com menos tecido, ela estava sozinha, apenas com seu cachorro, que aparentava ser indefeso.
    Lembrei-me do episódio da 508 Sul e precavi-me para não sofrer nenhum dano antes de chegar e falar com ela.
    Olhei para os lados, como se fosse atravessar uma rua, então segui cheio de expectativas, dúvidas sobre o que realmente acontecera naquele dia, mas decidido a saber, ao menos, seu nome.

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  5. Por alguns metros a segui discretamente, logo seu cachorro se soltou e saiu correndo, ela ficou atônita com a situação, foi ai que em um impulso comecei a correr atras de um cachorro, que corria mais que a mim, porém não desisti, aquela era a única oportunidade que teria. Depois de muito esforço consegui me jogar e agarrar a coleira, ela veio em direção a mim, parecia um anjo se aproximando, quando parou e perguntou se eu tinha se machucado, nesse momento nossos olhos se entrelaçaram e ela me reconheceu, então perguntou meu nome, eu respondi com a voz trêmula: Miguel, então ela sorriu e me disse: meu nome é Clara, vem eu te ajudo a levantar. Foi ai que senti em seu toque um dos melhores sentimentos do mundo, o amor.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Institivamente comecei a acompanhala com se serelepe cãozinho. Instintivamente ela deixou-se acompanhar por mim. Conversamos sobre a vida e sobre a existência, sobre vênus, júpiter e marte, sobre xadrez e maçãs carameladas. Tinhamos muitas coisas em comum, ou pelo menos queríamos acreditar que tínhamos, ou pelo menos eu queria acreditar que tínhamos. O cãozinho as vezes protestava. Sentamo-nos num banquinho. Eu gostaria de comprar algum agrado pra ela, mas não tinha um tostão no bolso. Vi um saquinho de papel de pipoca varrido pelo vento sob meus pés e apanhei-o. sempre carrego minhas canetas no bolso então improvisei alguns versos, algo sobre como os cabelos dela pareciam algodão doce colorido, e sobre como seus olhos eram estrelados como pipoca, como seu colo era voluto como carrosséis e como meu coração era uma montanha russa. Achei que era meio precipitado mas... o que eu tinha a perder? Ali estava A Garota diante da minha frente, e toda vez que eu a olhava meu sangue corria frenético, enchendo-me de uma incontrolável voluptuosidade, que me fazia desejar ardentemente o contato daquele avatar físico de uma alma tão bonita e resplandescente. Várias coisas cresciam dentro de mim. Minha mente perdia o controle e subia e descia como a roda gigante. O que tinha a perder? menos do que tinha a ganhar. Mostrei o poema a ela. ela ficou ruborizada mas não muito sem graça. só deu um sorriso singelo. "maçã do amor?" ela disse.
    E então eu me lembrei do último verso, em que dizia que os lábios dela deviam ter o mesmo sabor e sensação da citada guloseima, dado que tinha a mesma cor e a mesma aparência suculenta. dessa vez quem ficou ruborizado fui eu. " pra que eu fui escrever aquela porcaria", pensei, mas era tarde de mais. depois refleti melhor: foda-se; Um dia terei que fazer isso. se não for agora, será mais tarde. E se não for nunca, não poderei viver.

    Entao decidi arriscar tudo.

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  8. ***

    Ela levantou-se e disse que precisava ir embora, então logo me ofereci a acompanhá-la. Percebi em seu olhar que ela hesitara um pouco, mas aceitou a companhia.
    Fui com ela, mais serelepe que o cãozinho. A cada passo, a cada esquina, eu pensava no que dizer, já que havia um silêncio ensurdecedor que nos acompanhava. Enfim, chegamos. Ou melhor, infelizmente chegamos, pois por mais que houvesse aquele silêncio entre a gente, só o fato da presença dela ao meu lado já me satisfazia.
    Paramos em frente ao portão da casa, ela me olhava com aquelas ‘pipocas estreladas’.
    _ Tenho que entrar. -disse a bela moça.
    Então me aproximei para despedir-me, dei um beijo em sua bochecha, e ela, segurando meu rosto bem próximo ao seu, beijou-me. Foi o beijo mais selvagem e delicado ao qual já sonhei. Ela virou-se e entrou na casa, sem dizer uma só palavra.
    Fiquei imóvel ali por alguns instantes, abobalhado. Belisquei-me para certificar que não era mais um sonho.
    _Ai! Isso doeu. Então não foi um sonho! – logo percebi.
    _Ai! Doeu de novo!
    _ Miguel, Miguel. Acorda garoto, você já está atrasado para ir à escola. Hoje é o primeiro dia de aula!
    Minha mãe me sacudia na cama.
    Quando olhei pra ela, com aqueles olhos inchados, não acreditei.
    _ A coca cola, o cachorro, o beijo, a moça. Não acredito que tudo foi um sonho!
    _ O que você está falando menino!? Anda, levanta e vai se arrumar. – disse minha mãe.
    Ainda sem acreditar, virei e sufoquei meu roso no travesseiro.

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